[Date Prev][Date Next][Thread Prev][Thread Next][Date Index][Thread Index]

Fw: SUGESTÃO DE PAUTA.



 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, June 02, 2009 5:53 PM
Subject: SUGESTÃO DE PAUTA.

 

  

 

Jornalistas acampam nas empresas de Collor e João Tenório

Jornalistas alagoanos ocupam desde a manhã desta terça-feira a frente da TV Pajuçara, do senador João Tenório (PSDB), para tentar sensibilizar o empresário e a direção da empresa a concederem reajuste salarial à categoria. Amanhã, eles estarão montando acampamento em frente ao jornal e à TV Gazeta, de propriedade do senador Fernando Collor de Mello (PTB).

Os jornalistas reivindicam a reposição das perdas inflacionárias dos últimos doze meses (cerca de 5%) e um aumento real também de 5%. Em reunião realizada ontem na Superintendência Regional do Trabalho, as empresas de Collor e João Tenório negaram até mesmo a reposição da inflação.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), a postura das empresas é “inexplicável” e um convite à “radicalização da campanha salarial”. A entidade afirma que as empresas de Collor e Tenório foram as que mais lucraram no ano passado, aumentando inclusive seus parques industriais. “Elas concentram mais de 80% das verbas publicitárias, sendo a maior parte do governo estadual e da Prefeitura de Maceió”, disse a presidente do Sindicato, Valdice Gomes da Silva.

Concorrentes da Pajuçara e da Gazeta costumam reclamar do privilégio dado pelo governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), às duas empresas de comunicação. Téo Vilela, como é mais conhecido no Estado, tem relação de parentesco com João Tenório, que é casado com sua irmã, Fernanda Vilela, secretária estadual da Fazenda.

De acordo com o Sindjornal, repor a inflação aos salários dos jornalistas representará cerca de R$ 100,00 para cada profissional. No caso da TV Gazeta, calcula a entidade, o impacto na folha representa menos de R$ 7 mil, incluindo os encargos sociais. “Isto é bem menos do que ganha um diretor do segundo escalão. Não dá para entender o porquê de tanta mesquinhez”, lamenta o tesoureiro do Sindicato, Carlos Roberto Pereira.

Para o dirigente sindical, a postura das empresas de Collor e de João Tenório nesta campanha salarial dos jornalistas faz lembrar os dez anos do ex-presidente e do PSDB no governo federal, “quando houve um brutal achatamento nos salários dos servidores públicos”.

“Não queremos voltar a essa época e vamos alertar o povo de Alagoas para isto”, acrescentou. Além de acamparem em frente às empresas de Collor e João Tenório, os jornalistas programam manifestações em frente a empresa O Jornal, do usineiro e ex-deputado federal João Lyra (PTB), em frente à Assembléia Legislativa, que mantém uma TV terceirizada sem concurso público e licitação, e em frente à TV Pajuçara, do ex-vice-governador Geraldo Sampaio (PDT).

Outra manifestação será realizada sexta-feira na orla marítima de Maceió, durante as atividades do Dia do Trabalhador. Os jornalistas também voltam a realizar assembléia no dia 4 para discutir e deliberar sobre indicativo de greve e definir novas formas de mobilização. Depois de acamparem na porta das empresas, eles pensam em acampar na porta dos donos dos veículos de comunicação.

 

 

 

 

Panfletagem contra Collor, Tenório e João Lyra pára trânsito no Bairro do Farol em Maceió.

Mais de trinta jornalistas, entre diretores do Sindjornal e pessoal da base, participaram ontem do protesto e panfletagem contra os donos das empresas de comunicação de Alagoas, que se negam a repor as perdas salariais da categoria. A manifestação, realizada nas proximidades do viaduto Washington Luiz, no bairro do Farol, recebeu diversas manifestações de apoio da população, que demonstrou, em vários momentos, repulsa ao usineiro João Lyra e aos senadores Fernando Collor e João Tenório.

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas, foram distribuídos no local mais de cinco mil panfletos. Sete faixas denunciaram a posição dos empresários de não querer repor as perdas salariais dos trabalhadores. No dia em que deveriam comemorar o Dia da Imprensa, os profissionais lamentaram a censura e o uso eleitoral dos veículos de comunicação no Estado, apontando Collor, João Tenório e João Lyra como a “vergonha da imprensa alagoana”.

O protesto dos jornalistas alagoanos se estendeu às redações de jornais, TVs e sites de notícia, com inúmeros profissionais vestindo preto. Esta foi uma forma de dizer que, mesmo quem está calado, também está insatisfeito. A manifestação de ontem foi a nona realizada pela categoria nos últimos quarenta dias, devendo ocorrer outras por tempo indeterminado.

O movimento dos jornalistas ganha corpo e deve culminar na próxima semana em uma greve. Assembléia para discutir e deliberar sobre a paralisação está marcada para segunda-feira, dia 8. Antes, porém, a categoria realiza um grande ato amanhã, em frente ao Centro de Convenções de Maceió, durante a abertura do Pajuçara Management. Este evento, promovido pela TV Pajuçara, do senador João Tenório, reúne empresários, executivos e profissionais de diversas áreas para debater gestão empresarial. “Vamos mostrar ao empresariado de Alagoas que a TV do senador não tem condições moral para dar lição de gestão e de empreendedorismo a ninguém”, promete o Sindicato dos Jornalistas.

 

 

 

Valdice Gomes

Sindicato dos Jornalistas

(082) 9999-1301