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Per persone di buona volontà - messaggio da inviare a Lula per il 17 aprile



 Per mandare un messaggio a Lula bisogna riempire il formulario che trovate
all'indirizzo qui sotto e poi confermare la volontà di inviarlo quando vi
arriverà la richiesta dalla presidenza.
Qui trovate la lettera mandata a Lula da Amig at s MST-Italia, prima in
portoghese e poi in italiano. La lettera è stata consegnata ieri
all'ambasciata del Brasile a Roma insieme al documento del MST sul 17 aprile
e a 19 garofani rossi in memoria delle vittime di Eldorado


https://sistema.planalto.gov.br/falepr/exec/index.cfm?acao=email.formulario#



17 de abril de 2008, 12° ano da tragédia de  Eldorado dos Carajás  - DIA
MUNDIAL DE LUTA CAMPONESA
  Ex.mo. Senhor Presidente da República do Brasil  Luiz Inácio Lula da Silva
 Ex.mo. Senhor Embaixador do Brasil Adhemar Gabriel Bahadian
 
   17 de abril, dia mundial de luta camponesa, há anos para nós é ocasão de
refletir, estimulados pelo Movimento Sem Terra e por VIA CAMPESINA, sobre o
que está acontecendo no Brasil em relação à reforma agrária e sobre quais
são  os elementos que mais preocupam os movimentos sociais que operam no
campo. Este ano gostaríamos de destacar em particular:
- A ausência de uma estratégia de reforma agrária. A ³Reforma Agrária²,
dizem os principais expoentes do MST, é extremamente lenta, praticamente
paralisada: há mais de 150.000 famílias acampadas ao longo das estradas. O
governo não tem um projeto de reforma agrária que se proponha a pôr limites
à concentração da propriedade, que se proponha a democratizá-la, não há nem
mesmo germe de um projeto desse tipo. É por isso que o  MST, nestes dias,
recordando a passagem do 12º ano do massacre de Eldorado,   está realizando
numerosas ocupações de terras, em 14 Estados do  país: Roraima, Rio Grande
do Sul, São Paulo, Alagoas, GoiásŠ 27 ocupações de terra apenas no Estado de
Pernambuco entre 13 e 14 de abril,  para  denunciar a ineficiência do
programa de Reforma Agrária;
- O predomínio  do agronegócio. A Reforma Agrária está bloqueada no Brasil
por causa  da política econômica que beneficia as empresas do agronegócio,
concentra  terras  e recursos públicos para a produção de monocultura para
a exportação. 
- A ação das  transnacionais. Monsanto, Syngenta, Cargill, Bunge, ADM,
Nestlé,  Basf, Bayer, Aracruz, Stora Enso querem controlar as sementes, a
produção e   comércio agrícola brasileiro, continuam a explorar a natureza e
a mão-de-obra do Brasil. Estas empresas, junto com o latifúndio improdutivo
e  o agronegócio, são um obstáculo intransponível para a realização da
reforma agrária, pois no modelo do agronegócio e das transnacionais  não há
lugar para os camponeses e para o povo brasileiro. As empresas querem uma
agricultura sem agricultores! Por isso o MST continua a sua  luta contra o
agronegócio, por um amplo processo de expropriação de terras  para a Reforma
Agrária, contra as sementes transgênicas, contra o domínio do  capital
estrangeiro sobre a agroenergia, contra a expansão da cana e do eucalipto.
- O crescimento das terras destinadas à  produção de agrocombustíveis. Os
agrocombustíveis tiram espaço à produção de alimentos provocando o aumento
do preço dos  produtos alimentares, trabalho escravo, o deterioramento do
meio ambiente. Jean Ziegler, que mesmo tendo dedicado palavras de louvor aos
programas assistencialistas do governo brasileiro, recentemente sustentou
que ³ transformar terras agrícolas em terras destinadas ao bioetanol é um
erro profundo². Mesmo que o Brasil tenha muita terra disponível ³os
investimentos e a água usados para o etanol acabam sendo subtraídos a outras
cultivações². ³O etanol promete mais trabalho mas (Š) não é verdade que o
produz. No Brasil cem hectares de terra destinados à agricultura familiar
geram 35 postos de trabalho. A mesma área destinada ao cultivo industrial de
cana gera apenas dez postos. O etanol aumenta a miséria e o desemprego. A
terra torna-se tão cara que as famílias não conseguem sobreviver. É um
retrocesso social e histórico e um afastamento de tudo a que o Brasil
moderno aspira².
- A violência no campo. Conforme o relatório  da CPT, apresentado em 15 de
abril, foram 28 os mortos em 2007 nos 14 Estados  do País.  Desde 2005 foram
mortos 18 militantes do MST e 87 foram presos. Em todos os Estados nos quais
o MST é presente há militantes ameaçados de morte. Há uma prática arcaica
ligada aos pistoleiros  sob a forma moderna do agronegócio. As
transnacionais utilizam empresas  de vigilância que são em parte legais,
pois agem com licenças expedidas  pela polícia federal, mas que usam os
velhos expedientes dos  pistoleiros ou contratam pistoleiros para atacar os
trabalhadores. Isso  ocorreu no caso da Syngenta, por exemplo.
- A persistência  da impunidade. A 12 anos do massacre do Pará, que matou 19
trabalhadores rurais e deixou centenas de feridos e 69 mutilados, ficam
livres os 155 policiais participantes à operação. Este ano os trabalhadores
mutilados e as viúvas dos agricultores assassinados estão acampados  desde o
dia 4 de abril na frente da sede do governo do Estado. Os trabalhadores Sem
Terra pedem à governadora, Ana Júlia Carepa (PT), que sejam  realizadas as
várias promessas feitas, como tratamentos médicos para os sobreviventes
feridos durante o massacre, que ainda estão com as balas no corpo. Até hoje
esses tratamentos nem mesmo iniciaram.
- A  criminalização dos movimentos sociais. Assiste-se a uma  demonização
dos movimentos sociais na imprensa: as contínuas denúncias de que  são
vítimas os seus dirigentes e militantes visam obstruir constantemente  a
democrática atividade de denúncia e protesto.
- As privatizações  dos bens comuns e as grandes obras, como a transposição
do Rio  São Francisco.
- Os possíveis acordos entre UE e América Latina. Atualmente está
acontecendo uma ofensiva por parte da União Européia pela  liberalização dos
mercados latino-americanos. Enquanto parece afastado o  perigo da ALCA, a
Área de Livre Comércio do Alaska à Terra do  Fogo com que os Estados Unidos
miravam anexar de fato a América Latina,  o governo brasileiro parece
intencionado a retomar  a iniciativa de firmar o mesmo tipo de acordo com a
Europa. Acordo que terá os mesmos  efeitos perversos que teria causado a
ALCA com os americanos.
 Para  contrastar tal ofensiva, realizar-se-á em Lima, em maio de 2008, pela
terceira vez desde 2004, o encontro Enlazando Alternativas 3 (EA3),
promovido por vários movimentos sociais e organizações não governamentais da
Europa e  da América Latina e do Caribe (ALC) e entendido como Cúpula dos
Povos de ambos os continentes. O encontro será realizado paralelamente à V
Cúpula dos chefes de Estado e de governo de ALC e  UE.
 A nossa associação que há anos segue com interesse o caso do Movimento sem
terra e dos movimentos sociais brasileiros manifesta a sua preocupação
pelas escolhas políticas presentes e futuras do seu governo.
  
ASSOCIAZIONE NAZIONALE AMIG at S MST-ITALIA




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17 aprle 2008, 12° anniversario della strage di  Eldorado dos Carajas  -
GIORNATA MONDIALE DI LOTTA  CONTADINA
  
 Il 17  aprile, giornata mondiale di lotta contadina, è da anni per noi
l¹occasione di  riflettere, stimolati dal Movimento Sem Terra e da VIA
CAMPESINA, su che cosa  sta succedendo in Brasile in relazione alla riforma
agraria e su quali sono  gli elementi che più preoccupano i movimenti
sociali che operano nelle  campagne. Quest¹anno vogliamo sottolineare in
particolare:

- L¹assenza di una strategia di riforma agraria. La ³Riforma Agraria²,
 dicono i principali esponenti del MST, è estremamente lenta, praticamente
 paralizzata: ci sono più di 150.000 famiglie accampate lungo le strade. Il
 governo non ha un progetto di riforma agraria che si proponga di porre
limiti  alla concentrazione della proprietà, che si proponga di
democratizzarla, non  ci sono neanche embrioni di un progetto di questo
tipo. E¹ per questo che il  MST, in questi giorni, ricordando l¹anniversario
del massacro di Eldorado,   sta portando avanti numerose occupazioni di
terre, in 14 stati del  paese: Roraima, Rio Grande do Sul, Sao Paulo,
Alagoas, GoiasŠ 27 occupazioni di terra  soltanto nello stato di Pernambuco
tra il 13 e il 14 qprile,  per  denunciare l¹inefficienza del programma di
Riforma Agraria

  - Il predominio  dell¹agrobusiness. La Riforma Agraria è bloccata in
Brasile a causa  della politica economica che beneficia le imprese
dell¹agrobusiness, concentra  terre  e risorse pubbliche per la produzione
di monocultura per  l¹esportazione.

- L'azione delle  transnazionali. Monsanto, Syngenta, Cargill, Bunge, ADM,
Nestlé,  Basf, Bayer, Aracruz, Stora Enso vogliono controllare i semi, la
produzione e  il commercio agricolo brasiliano, continuano a sfruttare
natura e forza  lavoro del Brasile. Queste imprese, insieme al latifondo
improduttivo e  all¹agrobusiness, sono un ostacolo insormontabile alla
realizzazione della  riforma agraria perché nel modello dell'agrobusiness e
delle transnazionali  non c'è posto per i contadini e per il popolo
brasiliano. Le imprese  vogliono una agricoltura senza agricoltori! Per
questo il MST continua la sua  lotta contro l'agrobusiness, per un ampio
processo di espropriazione di terre  per la Riforma Agraria, contro i semi
transgenici, contro il dominio del  capitale straniero sull'agroenergia,
contro l'espansione di canna e eucalipto.   

- La crescita delle terre destinate alla  produzione di agrocombustibili.
Gli agrocombustibili sottraggono  spazio alla produzione di alimenti
provocando l'aumento del prezzo dei  prodotti alimentari, del lavoro
schiavo, del deterioramento dell¹ambiente. Jean Ziegler, che pur ha dedicato
parole di lode ai programmi assistenzialisti del governo brasiliano, ha
recentemente sostenuto che ³ trasformare terre agricole in terre destinate
al bioetanolo è un errore profondo². Anche se il Brasile ha molta terra
disponibile ³gli investimenti e l¹acqua usati per l¹etanolo finiscono per
essere sottratti ad altre coltivazioni². ³L¹etanolo promette più lavoro ma
(Š) non è vero che lo produce. In Brasile cento ettari di terra destinati
all¹agricoltura familiare generano 35 posti di lavoro. La stessa area
destinata alla coltivazione industriale di canna genera appena dieci posti.
L¹etanolo aumenta la miseria e la disoccupazione. La terra diventa tanto
cara che le famiglie non riescono a sopravvivere. E¹ un passo indietro
sociale e storico e un allontanamento da tutto ciò a cui il Brasile moderno
aspira².

- La violenza nelle compagne. Secondo il rapporto  della CPT, presentato il
15 aprile, sono stati 28 i morti del 2007 in 14 Stati  del Paese.  Dal 2005
sono stati uccisi 18 militanti del MST e 87 sono  stati arrestati. In tutti
gli Stati in cui il MST è presente ci sono militanti  minacciati di morte.
C¹è una pratica arcaica legata ai pistoleiros  sotto la forma moderna
dell¹agrobusiness. Le transnazionali utilizzano imprese  di sicurezza che
sono in parte legali perché agiscono con licenze rilasciate  dalla polizia
federale ma che usano i vecchi espedienti dei  pistoleiros o assumono
pistoleiros per attaccare i lavoratori. Questo  è avvenuto nel caso della
Syngenta, per esempio.

- Il persistere  dell¹impunità. A 12 anni dal massacro del Pará, che ha
 ucciso 19 lavoratori rurali e ha lasciato centinaia di feriti e 69
mutilati,  restano liberi i 155 poliziotti partecipanti all¹operazione.
Quest¹anno i  lavoratori mutilati e le vedove degli agricoltori assassinati
sono accampati  dal 4 aprile di fronte alla sede del governo dello Stato. I
lavoratori Senza  Terra chiedono alla governatrice, Ana Júlia Carepa (PT),
che vengano  realizzate le diverse promesse fatte, come le cure mediche ai
sopravvissuti  feriti durante il massacro, che hanno ancora proiettili in
corpo. Fino ad  oggi queste cure non sono neppure cominciate.

- La  criminalizzazione dei movimenti sociali. Si assiste ad una
 demonizzazione dei movimenti sociali sulla stampa: le continue denunce di
cui  sono vittime i loro dirigenti e militanti puntano ad ostacolarne
costantemente  la democratica attività di denuncia e protesta.

- Le privatizzazioni  dei beni comuni e le grandi opere, come la
trasposizione del Rio  São Francisco.

- I possibili accordi tra UE e America  Latina. E¹ in corso un¹ offensiva da
parte dell¹Unione Europea per la  liberalizzazione dei mercati
latinoamericani. Mentre appare scongiurato il  pericolo dell¹ALCA, l¹Area di
Libero Commercio dall¹Alaska alla Terra del  Fuoco con cui gli Stati Uniti
miravano ad annettere di fatto l¹America Latina,  il governo brasiliano
sembra intenzionato a riprendere  l¹iniziativa per  siglare lo stesso tipo
di accordo con l¹Europa. Accordo che avrà gli stessi  effetti perversi che
avrebbe avuto l¹ALCA con gli americani.

 Per  contrastare tale offensiva, si svolgerà a Lima, nel maggio del 2008,
per la  terza volta dal 2004, l¹incontro Enlazando Alternativas 3 (EA3),
promosso da  diversi movimenti sociali e organizzazioni non governative
dell¹Europa e  dell¹America Latina e dei Caraibi (ALC) e inteso come Vertice
dei Popoli di  entrambi i continenti. L¹incontro si svolgerà parallelamente
al V Vertice dei  capi di Stato e di governo di ALC e  UE.

 La nostra associazione che da anni segue con interesse le vicende del
Movimento senza terra e dei movimenti sociali brasiliani  manifesta la sua
preoccupazione  per le  scelte politiche presenti e future del suo governo

COMITATO DI  APPOGGIO AL MST DI ROMA
ASSOCIAZIONE NAZIONALE AMIG at S MST-ITALIA